Matriz São Paulo: (11) 3649.5555Filial Sul: (47) 3343.7522Filial Nordeste: (81) 3538.0730O látex é um líquido leitoso, produzido pelas árvores de borracha, a Hevea brasiliensis, que contém proteínas, lipídios, aminoácidos, nucleotídeos, co-fatores e cis-1,4-poliisopreno. Durante o processo de fabricação, agentes químicos são adicionados para aumentar a velocidade de secagem (vulcanização) e para proteger a borracha do oxigênio do ar. Há entre 2 a 3% de proteína livre residual, que parece ser o agente antigênico. Essa proteína livre, também chamada heveína, existe em grande quantidade nas luvas cirúrgicas, consideradas como fator determinante do aumento da sensibilização ao látex. A quantidade de heveína das luvas, pode variar em 3.000 vezes entre as diferentes marcas.Além das luvas, o látex, está presente em inúmeros objetos, muitos de manuseio médico, como garrotes e cateteres. Outros numerosos objetos de uso habitual, como chupetas, madeiras, brinquedos, balões, cosméticos e roupas, também contêm látex em sua composição. Os primeiros relatos de alergia ao látex, usado na fabricação de luvas cirúrgicas, foram apresentados por Nutter, em 1979. A alergia ao látex foi recentemente identificada como um problema de saúde pública mundial. Têm maior incidência em pacientes com mielomeningocele, malformações geniturinárias, profissionais de saúde, trabalhadores das indústrias que manipulam a substância, pacientes atópicos e nos que são submetidos a múltiplos procedimentos cirúrgicos ao longo da vida. Esses pacientes são considerados de alto risco. As manifestações clínicas variam desde rinite, conjuntivite, dermatite de contato, até reações sistêmicas leves, moderadas ou graves, como anafilaxia. A FDA (United States Food and Drug Administration) recomenda que todos os pacientes sejam questionados sobre alergias prévias ao látex, principalmente os portadores de mielomeningocele e os demais pertencentes aos grupos de risco, além de preconizar o uso de ambiente desprovido de látex para os casos confirmados ou suspeitos.Acreditamos que a tendência para os novos tempos, seja um ambiente sem látex, porém, apresenta um custo significativamente elevado. Infelizmente, não há cura para a hipersensibilidade ao látex. No entanto, apesar dos avanços associados a estudos de biologia molecular para alérgicos ao látex, e melhor entendimento de sua imunologia, evitar o contato ainda é o único tratamento efetivo. Mas devemos ficar atentos e verificar previamente se a alergia ou a irritação dérmica não é proveniente do pó absorvível que está na luva. O látex pode também ser transportado no ar e causar sintomas respiratórios, pois as proteínas do látex podem aderir ao talco de amido de milho nas luvas de látex que contém este tipo de lubrificação, posteriormente são liberadas estas partículas no ar e inaladas ou entrar em contato com o nariz ou olhos e desencadear reações de hipersensibilidade, quando as luvas são retiradas das mãos e estas proteínas aderidas ao talco, permanecem como aerossóis no ambiente. Qualquer um pode desenvolver alergia ao látex, mas os profissionais da saúde estão em maior risco. Uso de luvas de látex por muito tempo e níveis aumentados de concentração de látex está associado ao desenvolvimento da hipersensibilidade ao látex.Anterior / Continua